14 de dezembro de 2009

Ah, se eu tivesse uma varinha...

Se tivesse o poder de fazer o que gostaria exatamente agora, esta seria a cena. Sol, mar e eu. O vento batendo no rosto, os pés na água limpa e quente de Santa Catarina. Eu ali, sem me preocupar com nada, apenas vivendo.



Ah, se eu tivesse uma varinha..ficaria ali e por um bommm tempo.

12 de dezembro de 2009

"A primeira vez...

a gente nunca esquece." Não só a primeira, mas a segunda, terceira e por aí afora. Tudo que a gente nunca viu, experimentou, ou viveu dá um medo. Aquela minha 'velha' teoria dita aqui das 'borboletas no estômago' milhares de vezes, porém esta minha 'primeira' foi mais do que especial. Amo o que faço. Amo crianças. Amo viajar. Amo conhecer pessoas novas. Todos estes elementos se uniram em uma tarde chuvosa de sexta-feira, em que fui até Morro Redondo, uma cidadezinha de seil mil habitante para cobrir a primeira Feira do Livro do município.

Até aqui nada de novo, mas ao terminar a entrevista com uma menina, para minha surpresa, escuto a seguinte frase: 'tia, me dá um autógrafo?'. Na hora pensei: 'não pode ser pra mim' e o 'pior' é que era! O friozinho começou a bater e quando vi, cerca de 20 crianças estavam com todos os livros que acabaram de comprar, apontados para que eu desse a minha assinatura.


Na verdade pode parecer um ato de 'estrelismo' contar isto, mas o ponto que quero chegar é que ouvi algumas dizendo assim: "'ah, fulana..pede para ela o autógrafo,eu tenho vergonha". O sorriso daquelas crianças que eu NUNCA tinha visto na vida e estavam felizes por eu estar lá; por quererem alguma recordação minha, mostra que o meu 'papel' na sociedade é muito mais importante do que possa parecer. As crianças (e os adultos também), pedindo para tirar uma fotografia comigo, nossa...tudo aquilo me deixou feliz e me 'coloquei' no lugar de tiete ao saber que, no mesmo dia, em uma rua de Pelotas, o cara mais competente da TV brasileira (o qual admiro muito) estava ali, entregando uma casa em seu programa. Como queria conhecer o Huck, tirar uma foto, pedir um autógrafo.



Certamente a sensação que teria se ficasse cara a cara com o 'marido da Angélica' seria a mesma que aquela menina de sorriso doce me pediu um autógrafo. Pequenas coisas, mas que tem um valor...indescritível!

9 de dezembro de 2009

Alguma pergunta?

Frases, frases e mais frases. Queria poder descrevê-las todas por aqui. Impossível? Não, mas posso colocá-las não do jeito que realmente gostaria, mas no fundo, o sentimento é o mesmo. Pode até parecer confuso, mas o que mais tenho pensado - em especial nos últimos quatro dias - é exatamente a velha frase do Veríssimo: "'Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas."

Eu até não diria todas as respostas do mundo, mas aquelas em que 'juramos' ter absoluta certeza de que é certo ou que é errado e, por um detalhe, a coisa muda. O mundo gira. Bingo. Como é bom quando isso acontece, mesmo quando é uma decepção ou a maior surpresa. Há quatro dias, praticamente todas as respostas para as minhas maiores 'perguntas' foram totalmente mudadas, o que - como falei - é bom.


A gente ri de certas coisas, chora por outras, e tem 'até' aquele famoso sentimento de pena pelo outro, mas no fundo, a gente sempre faz as perguntas para tudo aquilo que realmente nos importa, seja para o nosso bem (ou nem tanto). Alguma pergunta mais? Por hoje, não.

2 de dezembro de 2009



- "Carol, me ajuda a montar a árvore de Natal?"
- "Hã? Já? Meu Deus, é Natal!"

É, parece bobagem, mas o Natal está ai e pode-se ver por toda parte. 2009 voou e este ano, mais do que qualquer outro, deveria sim ter voado, para ir embora de uma vez. Engraçado que sempre (desde que me conheço por gente), as pessoas fazem promessas, ou as pagam por coisas que pediram, para ficarem 'quites' com o Cara lá de cima, mas geralmente isto acontece nos dois últimos dias do ano, para entrarmos com o pé direito.


Tudo isto até serve para mim, porém 2009 foi um ano atípico e por isto, resolvi mudar, traçei minhas metas e começei os agradecimentos desde ontem. Tenho quatro semanas para fazer tudo aquilo que tive preguiça ou que não tive coragem ao longo de 11 meses. Em meu quarto, acabo de colar minha lista de 'promessas' com tudo que devo tentar fazer até dia 31.

O conteúdo? De tudo um pouco, desde pegar coisas que emprestei e ainda não voltaram para mim como desabafar com certas pessoas. É, tudo milimetricamente numerado por ordem de importância. Parece coisa de maluco, mas como dizem que 'cada um tem um pouco de loucura', resolvi propor este desafio para mim e ver se sou capaz de alcançar tudo aquilo que desejo, mesmo que para alguns possam ser coisas tão pequenas.


Metas existem para serem cumpridas. Não alcançadas, jamais podemos nos sentir fracos, incapazes, a não ser se desistirmos de tentar. Minha lista está aqui, me encarando e já arremanguei as mangas e começei com gás total..Pode apostar que sim!

17 de novembro de 2009

Simplesmente

A vida parece, muitas vezes, correr mais do que o próprio relógio. Muitos vivem escravos daquele pequeno aparelhinho com dois ponteiros que podem deixar qualquer um maluco. Ultimamente me encaixo mais na primeira frase. Na última semana, em que tantos fatos aconteceram, resolvi esquecer do tempo, daquele tempo do relógio e não o do aprendizado. Convoquei duas pessoas especiais para esquecerem do 'tempo' comigo e fomos ao teatro. AHHH, o teatro.

Por incrível que possa parecer, minha cidade tem dois magníficos teatros e justamente para o que estes foram construídos, é o que menos os pelotenses podem apreciar. A peça: Simplesmente Eu. Clarice Lispector. Monólogo escrito e dirigido pela atriz Beth Goulart. Por uma hora assisti no palco do teatro mais antigo do Brasil em funcionamento a minha escritora predileta..ali, vivinha da silva. SIM! A mulher responsável pela frase de abertura do Bubble estava naquele palco, contando suas experiências, angústias e as aventuras de ser escritora.


Simplesmente tudo de bom, pois o relógio naquele momento, era o objeto mais inútil para mim. O tempo congelou do lado de fora do teatro e pude mergulhar em um mundo que, sinceramente, poderia ficar imersa por muuito mais tempo. Como já ouvi uma vez: "simplesmente tudo, totalmente completa". É assim Clarice.

6 de novembro de 2009

Mude

Mudei o corte do cabelo. Mudei de cor preferida. O lugar da cama.
Mudei minhas fotos. Mudei de ritmo musical. O perfume predileto.
Mudei a frequência. Mudei meu quarto por inteiro. Renovei.
Mudei de pensamento. Mudei minha oração. Mudei de prioridade.
Mudei. Mudei muita coisa em minha vida, mas não mudei minha essência, só mudei em aspectos que, por menores que possam ser, fazem toda diferença.


Mude. Dê um passo a frente.