15 de maio de 2012

Fazer ou receber, eis a questão.

Como é bom fazer carinho em alguém. Como é bom ver aquele sorriso de leve no rosto ao receber o carinho. Fazer um carinho é tão bom quanto receber, e vice-versa. O carinho que vem com um olhar, ou é um olhar. Que é um sorriso sincero; pode ser apenas o toque forte de uma mão com a outra. Pode também ser aquela passada boa no cabelo, um cheiro no pescoço ou o que mais a sua imaginação permitir. Carinho sincero vale em dobro, e se é recíproco então..

Carinho bom é aquele que arrepia, que desperta sentimentos, sensações. Carinho de mãe com um colo bom; carinho de pai com conselhos que valem para toda vida; carinho de ombro-amigo; de alguém que realmente quer dar apenas, carinho.

Até a palavra passa isso, ‘ca-ri-nho’. Sou meio avessa à palavras no diminutivo, mas este ‘inho’ merece destaque. Apesar de tudo, só sei que quando o carinho toca a alma, é aí que posso dizer com toda certeza: esse sim é especial. Pense, quando você for fazer e/ou receber um carinho, tente senti-lo na alma. Vale a pena. 

11 de maio de 2012

"Pratique o (de)sapego".

A gente se apega em coisas, cheiros, lugares. Se apega no sentido de cada vez que um desses itens vêm na mente, faz a gente revive ca-da segundo daquele(s) momento(s). A gente se apega - na verdade - as pessoas. As coisas, cheiros e lugares são apenas a ponte para a lembrança chamar mais rápido tal pessoa. 

A gente consegue voltar 1 dia, 10 semanas, 100 meses, 1000 anos que seja pela prática do apego. Tem gente que não gosta dessa palavra, tem pânico só em pensar que tem alguém 'apegado' em si ou coisa do tipo, mas a gente 'sabe que mesmo sabendo disso', o ego gosta e nos deixa mais vaidosos. Tem gente que se apega tanto que não consegue sair do mundo da 'apegação' (e não me entendam mal). É bom demais recordar daqueles momentos tão perfeitos, mas tudo tem um limite. O apego demais vira doença e aí está criado o problema. 


Tenho meus apegos e confesso que os adoro. Tudo tem um limite mas esse apego eu não abro mão. De certas coisas, de certos cheiros, de certos lugares...e de certas pessoas. É. Pena que tem gente que não sabe praticar o apego como deveria. O post de hoje vai contra aquela frase batida "pratique o desapego". Só o pratique quando não lhe fizer bem, quando o apego doer na alma, caso contrário, apegue-se. Fica a dica.

3 de maio de 2012

Por que...

"Por que esperar aquela ligação que nunca virá, coração?
Por que insistir em se machucar numa situação que não mudará. Se a vida é tão bonita lá fora, e existe tanta coisa onde pôr os olhos, a atenção.
Meu brilho? Este ninguém apaga. Você não vai apagar!
Tenho um caminho majestoso na minha frente e uma bicicleta, para passear nele e sentir o vento no meu rosto. Hoje, posso pensar que a vida é injusta, amanhã verei que a vida é sábia e também me quer sábia. Acenderá uma nova luz, uma nova esperança. As forças serão renovadas e o sorriso reformado para ficar ainda mais bonito e moderno.
Pode ver? Estou viva, estou encarando. Vou vencer no final!"


Recebi este texto em um mês que as coisas andaram bem fora do lugar, principalmente eu. Aqueles momentos que a gente atravessa e pensa "será que estou ficando louca?". No meio deste turbilhão, ouvi a frase "calma, isso é a crise dos 27". Nunca fui muito de acreditar que exista a tal crise dos '7', da 'meia idade' mas tive que dar o braço a torcer porque andei bem por esta linha. O turbilhão de dúvidas, desejos, anseios. Vontade de fazer bem o que o meu 'amigo' Flausino um dia recantou o Rei .."aproveitar a tarde sem pensar na vida, andar despreocupado sem saber a hora de voltar" e quase além do horizonte eu queria estar, me perder.



A poeira foi baixando, os mil sentimentos foram voltando para o lugar e tudo serviu, mais uma vez, como uma bela lição. O texto é bem meloso, eu diria até melancólico, mas lido com atenção, dá para tirar muitos puxões de orelha na gente e também nos outros, em especial naqueles que depositamos tantos sentimentos e que, na maioria, não estão nem aí, nem sabem das nossas intenções e etc.

"Por que insistir em se machucar numa situação que não mudará. Se a vida é tão bonita lá fora, e existe tanta coisa onde pôr os olhos, a atenção." Fica a dica. Enquanto isso, vou ao pé do vento e a trilha sonora para este texto e momento foi beeeeem fácil de escolher.

1 de abril de 2012

O tempo. Parte II

Há algum tempo escrevi sobre o tempo, como ele machuca, cura, acalma, alivia, é certeiro. Palavra que, como o amor, poe e faz tudo isto e mais um pouco dentro da máquina chamada corpo humano. Mais uma  vez, meu pensamento voltou-se para ele.

E o que passou? O que de bom e de ruim ficou em nossa vida que foi 'feito' pelo tempo? Será que valeu a pena? Será que tudo foi em vão? Estas perguntas tem apenas uma alternativa de resposta. SIM. Sempre vale a pena. Se estivermos passando por alguma situação difícil no presente e vivemos algo parecido no passado, saberemos bem como sair desta situação. Se for favorável, a gente quer por que quer sentir a mesma sensação boa do passado que o tempo nos proporcionou.


O tempo que falo aqui também vale para o futuro. Exemplifico mais uma vez: se estamos na faculdade, aqueles quatro ou cinco anos que levamos para concluir o curso parecem uma eternidade, porque contamos os segundos para que o dia D chegue em um piscar de olhos (e ele chega mesmo). Depois que passa, já ao final da colação de grau, o desejo mais ardente é que todo aquele 'tempo' voltasse, para começarmos e vivermos todos os momentos bons (e que passaram rápido, muito rápido).

Não adianta. Se está chovendo, queremos sol. Se tem sol, queremos uma chuva para refrescar. Se sentimos falta do passado, o queremos de volta. Se desejamos o tempo futuro, ficamos loucos que a hora certa chegue (e às vezes ela não chega) e culpamos o título deste post por ter feito a gente 'esperar' demais.

O que são dois dias para quem esperou 2.190?
Para muitos, é nada.
Para outros, muito tempo criando expectativa para poucas horas.
Para poucos, é eterno.

O tempo não foi cruel pela espera, foi sábio. Ele sempre é. Com relação ao futuro, eu até já duvidei de seu poder, querendo as coisas para o hoje, mas muitas vezes o que quero HOJE precisa ser bem moldado pelo tempo, para que ele, o HOJE, vire o tempo futuro para a eternidade.

Assim seja.

Assim já é.

Eles dizem que as coisas boas levam tempo.
Mas as coisas mais maravilhosas realmente acontecem
no piscar de um olho.

2 de março de 2012

Ele, ela, ela, ela....

"Ela queria ele, ele queria ela e outras; ela sofria, ele nem ligava.
Ela chorava, ele ria; ela falava, ele não ouvia; ele mentia, ela acreditava.
Ela o esperava, ele não voltava. Ela queria coisa séria, ele só queria se divertir.

Ela demonstrava seus sentimentos, ele brincava com seus sentimentos; ela sorria pra ele, ele ria dela.
Ela acreditava em tudo que ele dizia, ele dizia o mesmo para αs outras; ela se iludia, ele alimentava a ilusão.
Ela espera por ele, ele já está em outra.
Ela ama, ele gosta.

Ela fazia tudo por ele, ele dizia não se contentar com tão pouco; ela achava que ia dar certo, ele tinha certeza que ia dar errado.
Ela queria pra sempre, ele só por um momento; ela se entregava, ele evitava.
Ela falava: eu te amo, ele apenas sorria.


Ela ficava por conteúdo, ele ficava por quantidade.
Ela procurava o príncipe, ele procurava a próxima.
Ela queria "O", ele queria "UMA".
Ele descobriu que ela era A ÚNICA, ela descobriu que ele era só MAIS UM."


Texto de um autor desconhecido, mas que toda mulher se acha aqui e todo homem que sabe que é assim, se identifica com cada linha que diz respeito à sua parte. Um texto que poderia ter sido escrito por qualquer mulher. Um texto que nenhum homem conseguiria escrever, salvo uma exceção: se estivesse totalmente apaixonado.

Um texto que faz a gente pensar que a vida é bem por aí mesmo, que as coisas podem parecer uma e no fundo são outra. Aqui, as contradições se encaixam e fazem com que a gente perceba que, por trás de certas atitudes, existe sempre uma razão e que a maioria das vezes, é para esconder a verdade mais simples e pura, mas que ao coração, precisam ser escondidas para não cairmos na tentação de nos entregarmos naquilo que queremos e sabemos que será bom..muito bom. Por ironia do texto ou coisa parecida, a palavra que encerra este post não poderia ser outra. "Permita-se.".(e nada mais).

23 de janeiro de 2012

Sem vergonha

Entre um twitter e outro, encontrei o link de um site de nome sugestivo: Casal Sem vergonha. Curiosidade gritou e logo cliquei. Site com layout bacana mas o conteúdo é que chama a atenção. Um publicitário e uma tradutora resolveram escrever sobre o assunto que todo mundo faz, mas tem vergonha de falar. 

O primeiro post que li foi "31 razões pelas quais gostamos de ser mulher". Achei divertidíssimo e passei a dar uma bisbilhotada quase que sempre pelo site. Entre posts quentes e divertidos, achei um que vale a publicação na íntegra por aqui. Na era das "mulheres frutas" onde a 'casca' parece valer muito (mas muito mais) do que o resto, este consegue mostrar que o mundo (ainda) não esta perdido para as mulheres que pensam assim como eu.


"Você pode ter passado a vida toda achando que a carne da fruta era sua parte principal. Mas, mal imaginava você, que toda a estrutura da fruta – suas cores, seu cheiro, sua poupa suculenta e seu sabor – serve apenas para proteger e nutrir a semente. Quando ela está pronta para germinar, o fruto amadurece, convidando os mortais para degustar sua carne, pedaço por pedaço, até que a semente possa finalmente se libertar e cumprir seu destino. A fruta é, ao mesmo tempo, proteção e chamariz.* Tem gente que prefere só comer a carne, e tem preguiça de comer o necessário para chegar na semente. Come o que lhe é conveniente para sua fome momentânea. Apenas o superficial. Depois joga o resto fora, mal sabendo que a riqueza da fruta, na verdade, estava escondida. 

Coincidência ou não, de tempos para cá, surgiram uma infinidade de mulheres-frutas – melão, melancia, jaca, maça. Seria uma referência quase acidental a frugalidade inerente da fruta? O fato é que, da mesma forma que a carne é apenas alimento momentâneo, a aparência, o externo, o material, também são. Muitas vezes queremos o gostoso, o momentâneo, o que mata a nossa vontade na hora. Não temos tempo nem paciência de desbravar toda a polpa para então chegar no centro. 




E pessoas passam pelas nossas vidas assim. São como ideias. Um dia ouvi que elas viajam o tempo todo pelo cosmos – se suas antenas não estão ligadas, elas passam por você direito, impiedosamente. Não há segunda chance. E assim vão navegar por outras dimensões, até que encontram uma antena ligada o suficiente para captá-las. Como o caso do namorado que termina com a moça e, ao perceber que alguma outra antena a captou, se desespera, corre atrás, persegue – mas não há volta. As oportunidades pertencem a quem desejam-as suficientemente para possuí-las – e para os que tem coragem de desbravá-las."

#fato.